
domingo, 17 de outubro de 2010
Cincoenta perguntas sobre Portugal

quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Sangue no pescoço do gato

Uma peça de teatro sobre as relações humanas, uma tipologia crítica do relacionamento entre homem e mulher em diversos extractos sociais e profissionais. Algumas situações muito bem observadas, mas muitas outras não ultrapassam o estereótipo corrente.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Os Conjurados

“A tarde elementar ronda a casa.
A de ontem, a de hoje, a que não passa”
Os Conjurados é uma pequena colecção de poemas e pequenos textos de Jorge Luís Borges unidos sob um tema magno na sua obra: a conjura. Não a conjura política que visa o derrube deste ou daquele governo ou regime, não a conjura criminosa que planeia um roubo ou um assassinato, antes a grande conjura que é a Vida, em todos os acontecimentos estão subtilmente, mas ferreamente, interligados, em que causas e consequências se confundem e se sucedem, em que presente e passado se justificam mutuamente, em que tudo é único, todo e parte, simultâneo, anterior e posterior.
Uma frase: “Tua será também a certeza de que o Tempo se esquece dos ontens, e de que nada é irreparável ou a contrária certeza de que os dias nada podem apagar e de que não há um acto, ou um sonho, que não projecte uma sombra infinita”.
Um livro extraordinário. Como todos os de Jorge Luís Borges.
Voo Nocturno

Um livro que nos mostra como é possível inculcar noutros um sentimento de dever muito para além do que é razoável e leva-los a assumir riscos mortais ao serviço de empresas comerciais. A linguagem poética e a exaltação das proezas dos pilotos quase nos fazem esquecer que se trata de uma simples companhia de transporte aéreo em concorrência com o caminho de ferro. Uma causa pela qual não vale, seguramente, a pena morrer.
Existe um clima de ardor heróico, de exigência, de rigor sem falhas, uma cultura de superação individual do medo e da adversidade que levam os indivíduos a arriscar a própria vida. Para estes pilotos já não se trata da empresa, de simples trabalho, e aí está a perigosa técnica da alienação, mas de se superarem a si mesmos, de enfrentarem vitoriosos o seu medo, de vencerem a noite e os seus perigos.
Na introdução André Gide escreveu: “Estou-lhe particularmente grato por ter esclarecido esta verdade paradoxal, para mim duma importância psicológica considerável: que a felicidade do homem não está na liberdade mas na aceitação de um dever”.
O livro poderia ser uma denúncia de uma técnica psicológica perigosa, Saint-Exupéry preferiu escrevê-lo como uma apologia e uma justificação do líder que consegue o máximo dos seus empregados.
Este lado negro do texto não apaga a escrita brilhante nem as ternas imagens que constrói. Um talento desperdiçado em favor de uma causa muito negativa.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Três contos da ìndia

Nestes contos a Índia é apresentada no seu pior: o sistema de castas, o vício do ópio, o ódio e a violência entre comunidades religiosas. Realidades duras mas, sem dúvida, amargas e duras para quem as vive, mas que não autorizam as conclusões que Kipling delas retira, nomeadamente que a Índia “Nunca há-de governar-se sozinha” (pp. 53).
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
As aventuras do Valente Soldado Svejk
Delirante, bem humorado. Um livro divertido.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O americano tranquilo
Um livro que exemplifica magnificamente o ditado popular que nos ensina que de boas intenções e saber livresco está o inferno cheio. Que nos relembra que “vemos, ouvimos e lemos” e que, por muito que tentemos, chega um momento que não podemos mais ignorar e temos de fazer opções, tomar partido, actuar.
Uma passagem fala de Portugal e da sua influência no Vietname colonial. Ei-la: “O Bispo de Phat Diem visitara em tempos passados a Europa e adquirira certa devoção por Nossa Senhora de Fátima que aparecera, segundo crêem os católicos, a um grupo de crianças em Portugal. Quando regressou ao seu país construiu em sua honra uma gruta nos terrenos da catedral, e celebrava o seu dia todos os anos com uma procissão “.
Um livro notável.
sábado, 14 de agosto de 2010
Antigone
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Versão da Antigona de Sófocles em linguagem mais simplificada, contemporânea e coloquial, mas sem sopro de inspiração nem de originalidade. Elimina todas as referências à mitologia grega e substitui mesmo Zeus por Júpiter – que segundo o autor é palavra mais fácil de pronunciar em francês. O resultado final é muito mais pobre que o original.
O livro inclui também a peça Les mariés de la tour Eiffel um texto muito interessante de sabor surrealista.
sábado, 7 de agosto de 2010
Le Châtiment

Lefranc, o herói criado por Jacques Martin que faleceu em Janeiro último, continua vivo, activo, a desvendar mistérios e a evitar tragédias.
Agora com o argumento de Patrick Delperdange e os desenhos de André Taymans e Raphael Schierer, que captaram a essência do personagem e fazem aqui um bom álbum de continuação desta série de banda desenhada.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Lord Beresford e a intervenção britânica em Portugal 1807 - 1820



