quinta-feira, 27 de agosto de 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Moby Dick
Moby Dick Herman Melville
Uma obra-prima da Literatura mundial, um
livro espantoso, de uma profundidade oceânica, de um sopro forte e caloroso
como o do subtropical alísio, que celebra o cachalote e a verdadeira baleia,
rainhas dos oceanos, e nos conta a aventura trágica de um capitão baleeiro do
século XIX, e da sua infeliz tripulação, em busca de uma vingança redentora.
Reflexões, sobre a vida e a sua finalidade,
sobre a justiça e a sua aplicação – imperdível a passagem sobre as duas leis da
pesca à baleia –, sobre a religião e os seus ensinamentos e sobre um sem número
de pequenos temas, que ganham uma fundura luminosa e inesperada na pena de
Melville.
Uma escrita envolvente, cheia de detalhes
interessantes, análises racionais, histórias maravilhosas, lendas brumosas, estatísticas
exactas, plena de humor inteligente mas também picaresco, fluida seguindo
sempre uma forte e ondulante corrente que nos impele para a frente com uma
maravilhamento encantador.
Como seria de esperar numa historia passada
abordo de um veleiro, o Pequod, em mar alto os termos náuticos abundam
(cabrestante, polé, bujarrona, ciar, amurada, verga, moitão, gurupés, mezena,
turco da baleeira, enxárcia e muitos outros) dando um colorido e criando uma
atmosfera que nos deposita no castelo da proa desta embarcação.
Portugal, país de mares e marinheiros, é
abundantemente citado quer pela valia das suas gentes (“… os americanos fornecem liberalmente os cérebros, cabendo ao resto do
mundo contribuir com os músculos. Um não pequeno número de baleeiros provém dos
Açores, onde os navios de Nantucket lançam ferro frequentemente para contemplar
as suas equipagens com os sólidos camponeses dessas ilhas rochosas”) e
pelas suas lendas (“Aqui a verdade da
vida iguala a lenda, mesmo quando se trate de uma velha história como a da
serra da Estrela em Portugal, onde se diz existir perto do cume um lago em cuja
superfície flutuam as carcaças de navios naufragados no oceano …”). Cabo Verde,
esse país nosso irmão, é também mencionado, havendo a bordo um marinheiro de
Santiago. Timor surge como refugio de outro cachalote mítico, o Tom de Timor assim chamado porque encontrava refúgio das águas circundantes deste país asiático.
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terça-feira, 28 de julho de 2015
Otelo
Otelo por William Shakespeare
Uma das mais emblemáticas peças dramatúrgicas
de William Shakespeare considerado, por muitos, o maior escritor inglês de
todos os tempos.
Pode, quando se ama loucamente, a insidiosa
maledicência, feita de subentendidos e muita insistência, mesmo na completa ausência
de provas fazer lentamente desabrochar no coração humano, primeiro como dúvida
mas depois como certeza inabalável, o mais terrível de todos os sentimentos: o
ciúme feroz que tudo destrói?
Pode um guerreiro experimentado, um general
calejado, um homem maduro, deixar-se enganar por um vil ladrão, carreirista e alcoviteiro
sem nada suspeitar, sem duvidar do mentiroso e, dando-lhe ouvidos por em causa
a amizade e a lealdade do seu bravo, fiel e leal Tenente que tantas provas de
afeição lhe dera no passado recente?
Pode um homem ser tão mau que, movido pela
ambição, pela ganância e pela inveja, sacrifique vidas inocentes para obter os
seus miseráveis objectivos? Que castigo reserva a Republica veneziana para tais
pessoas?
O Chipre está salvo, mas o seu salvador
perdido.
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quinta-feira, 23 de julho de 2015
O Filho do Ar
Filho do Ar de Jean Cocteau
Neste pequeno livro reúnem os editores 3
poemas e um texto de Jean Cocteau traduzidos por Gastão Cruz para o espectáculo
homónimo encenado por Carlos Fernando e apresentado ao público no Teatro da
Graça.
O primeiro poema, que dá o nome ao livro,
chama-se "O Filho do Ar" e nele se pode ler este magnifico verso “É vasto o mundo – e novo, nocturno,
perturbante.”
Em a "Dama de Monte-Carlo" o tema é velhice, o
rejuvenescimento pelo jogo (“Como nos
sobe o sangue ao rosto / e brilha fúlgido o olhar”) e a queda final (“Vou esta noite lançar-me / às águas de
Monte-Carlo”).
O Mentiroso é um texto sobre alguém que
compulsivamente se esquiva da verdade e instintivamente, embora por vezes angustiado
e contrariado, mente.
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O filho do ar
Manuscritos Económico-Filosóficos de 1844
Manuscritos Económico-Filosóficos de 1844 de Karl Marx
O jovem Marx reflecte sobre importantes
questões económicas e filosóficas, analisando os economistas clássicos, como
Adam Smith, Ricardo e outros, e os filósofos alemães como Hegel e Feuerbach, descobrindo
e expondo as suas limitações e propondo uma visão alternativa, uma sociedade em
que o Ser Humano não seja alienado da sua própria natureza.
Escrito em jeito de notas, com extensas
citações dos autores analisados, sente-se que estes manuscritos são parte do
trabalho intelectual de Karl Marx mas ainda não na sua fase final e completa.
Trata-se pois de um dos primeiros passos de Marx rumo a sua visão do mundo, no
caminho que o levou a desenvolver uma nova filosofia o materialismo dialéctico.
Temas como o salário, o capital, a
alienação, a propriedade privada, o comunismo, surgem já como conceitos chaves
no pensamento do jovem Karl Marx.
Marx reclama já, neste manuscrito, a extinção
da propriedade privada como forma de libertação do Ser Humano. “ A supressão positiva da propriedade privada
como apropriação da vida humana é, por isso a supressão de toda a alienação,
portanto o regresso do homem, a partir da religião, família, Estado, etc., à
sua existência humana, i.e. social.”
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