D.H. Lawrence começa com uma critica directa, violenta e repetida a Whitman por este ao querer indificar-se profundamente com os outros seres humanos acabar por diluir a sua personalidade num caldeirão indiferenciador. Em contrapartida propõe uma aproximação empática que permita perceber os outros e as suas razões mas que, em simultaneo, mantenha nitida a sepração entre o sujeito e os restantes, permitindo uma não identificação e mesmo uma crítica com as escolhas e opções feitas por terceiros.
Na segunda parte Lawrence declara a sua adesão à visão de Whitman de caminhar na “estrada larga” da vida, partilhando experiências sempre com um grande espirito de abertura, de curiosidade e de aceitação.
No fundo Lawrence diz-nos que devemos enfrentar a vida, caminhar com os nossos irmãos, compreendê-los, mas não cair no exagero de com todos nos identificarmos, dissolvendo desnecessaria e erradamente a nossa individualidade.
Sou um leitor atípico, plural, não sistemático, intercalar e variado, mas sempre apaixonado e entusiasmado pelas ideias, pelas emoções, pelas revelações que encontramos nas páginas bem escritas. Este blogue é um simples diário, iniciado em 2009, das minhas leituras.

Sem comentários:
Enviar um comentário