sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Verão
Verão por J.M: Coetzee
Um livro em um académico
procura desvendar, os anos em que o conhecido escritor e recentemente falecido
J.M. Coetzee viveu, depois de regressar dos Estados Unidos, com o seu Pai num subúrbio
da Cidade do Cabo na África do Sul. Fá-lo através de entrevistas a um pequeno
conjunto de pessoas, todas do sexo feminino com excepção de um outro académico,
que, segundo as notas deixada pelo próprio J.M. Coetzee, teriam sido
importantes para si nessa época.
O retrato que estes
entrevistados traçam não é lisonjeiro. Surge-nos um homem deslocado, pouco à
vontade em sociedade, distante, frio, incapaz de amar, introvertido e incompetente
para as coisas práticas da vida.
Como pano de fundo indefinido mas
terrivelmente presente temos a realidade do regime racista sul-africano, a
redoma em que se refugiavam os brancos, uma redoma dourada que defendiam com
extrema violência. Esta situação cria um fundo de permanente desconforto em
J.M. Coetzee se bem que este pouco ou nada faça para alterar a situação.
Interessante forma de
abordar uma autobiografia romanceada, um interessante final para a trilogia que
se iniciou com Boyhood seguida de Youth. Interessante também reflectir sobre a
imagem, muito pouco positiva e nem sempre factual, que o autor quer transmitir
de si próprio. Corresponderá a imagem interior que tem de si mesmo, será a
imagem que quer deixar nos outros ou a que não quer deixar. Muitas perguntas
sobre um livro que merece ser lido.
J.M. Coetzee está vivo
e contínua em actividade tendo publicado em 2014 um livro intitulado Três
Histórias. Foi Prémio Nobel da Literatura em 2003.
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Jorge Almeida,
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Verão
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Guarda Branca
A Guarda Branca por Mikhaíl Bugákov
No
caos que se seguiu à derrota da Alemanha na I Guerraa Mundial instala-se na
Cidade, Kiev, um regime apoiado pelos alemães e dirigido pelo Hetman Pavlo
Skoropadskyi. Contra esta ditadura estrangeira surgem dois movimentos, um de
extrema-direita dirigido por Simon Petliura um arrivista político, organizador
de perseguições aos judeus e o outro bolchevista.
Com
a cidade cercada pela tropas de Simon Petliura às portas o Hetman e muitos dos
seus seguidores de topo fogem para a Alemanha deixando os seus soldados
desorganizados e sem coordenação à mercê do inimigo. Esta traição abre caminho
para a propagação das ideias socialistas e para a adesão de muitos à revolução.
O violento e criminoso regime do Petliura acaba por durar apenas alguns meses.
É
neste contexto de guerra, caos e morte que se desenrola a saga dos três irmãos
Turbin e dos seus amigos mais próximos.
Um
romance a não perder.
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Mikhaíl Bugákov
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
As vésperas Esquecidas por Maria Isabel Barreno
Três
histórias intrincada embora inconscientemente entrelaçadas por
uma mesma e triste realidade opressora que se vivia no nosso país no inicio dos
anos setenta do século XX.
Uma
mãe com medo de perder um filho, um jovem de origem africana a despertar para
as suas raízes, um rapaz perdido na cidade cruel que vê a pobreza com
indiferença e desprezo, todos se vão encontrar num dia de liberdade, esperança
e confirmação que os seus destinos podem ser muito melhores do que realística mas
sombriamente perspectivavam.
Um
livro que surge na sequência de uma encomenda da editora Caminho a um conjunto
de escritores para que contribuíssem com um texto para assinalar o 25º
aniversário do 25 de Abril.
“As
Vésperas Esquecidas” é uma das últimas obras editadas por Maria Isabel Barreno,
uma das famosas três-marias, as outras duas eram Maria Teresa Horta e Maria
Velho da Costa, que no final do Estado Novo reavivaram o movimento feminista em
Portugal.
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Maria Isabel Barreno
domingo, 4 de janeiro de 2015
O espião que devia ter morrido por Kasper e Carletti
Um
livro de espionagem e de acção cuja trama principal de situa no Cambodja, onde o herói
resiste aos espancamentos e à tortura, primeiro numa série de pequenas prisões
improvisadas, depois num hospital-prisão e finalmente num campo prisional,
enquanto no exterior os vários serviços secretos procuram eliminá-lo ou
deitar-lhe a mão.
Um
italiano multifacetado, piloto, poliglota, especialista em artes marciais,
Kasper seria o espião perfeito não fosse, no fundo, um idealista, um cruzado
contra o mal, um ingénuo capaz de confiar em que não deve.
O
que são as supernotes? Quem as produz
e as distribui? Que mundo é este em que inimigos declarados se aliam para
produzir o bem mais precioso no mundo de hoje. Será Kasper capaz de revelar o
terrível segredo tão ciosamente protegido pela mais poderosa organização
secreta do Mundo.
Um
livro ligeiro, escrito num tom despretensioso e sem veleidades literárias.
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