sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Kallocaína


 

Kallocaína de Karin Boye

 

Quem diria que o célebre livro “1984” de Geoge Orwell, obra apresentada como uma distopia anticomunista, é apenas um plágio deste livro de Karin Boye, publicado uma década antes e, no seguimento da estada da autora, de fortes convicções de esquerda, na Alemanha nazi. Como a propaganda antissoviética do pós-guerra conseguiu transformar uma denúncia do nazismo numa absurda diatribe contra a URSS. Hoje, a ideologia e censura dominante, impede qualquer crítica ao nazismo sem, do mesmo passo, repetir a mentira que é igual ao comunismo.

 

No livro a trama, que nos envolve e prende da primeira à última página, decorre em torno de um químico, habitante de um Estado militarizado, que descobre o soro da verdade, a kallocaína. O culto da guerra, todos são soldados, da obediência cega, do ódio ao inimigo, a omnipresença do Estado militar que se pretende Mundial, a animalização dos nacionais de outros países, o isolamento e o medo dos indivíduos, tudo são traços do nazi-fascismo que também tivemos por cá.

 

Um livro excecional de leitura compulsiva. Uma obra-prima.

 

Karin Boye (1900-1941), sueca, escritora e poetisa, pertenceu a organizações de esquerda. Suicidou-se em 1941.

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