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domingo, 1 de outubro de 2023

Géopolitique des Mers


 

Géopolitique des Mers por Maxence Brischoux

 

Os mares estão a mudar. Antes meio hostil, infinito e anárquico hoje os mares surgem como rota do tráfego de mercadorias, por aí passando mais de 90% das mercadorias em trânsito internacional, fonte de recursos como a pesca, o turismo, mas também de passagem de cabos de fibra ótica ligando continentes e ilhas e a exploração de petróleo e gás. O mar é cada vez mais precioso e a extração de nódulos polimetálicos vem acrescentar-lhe valor.

 

A presença humana constante tem vindo a territorializar os mares e os Estados procuram estender a sua soberania às águas antes consideradas como comuns.

 

Este livro descreve e debate as alterações que a tecnologia e a globalização vieram acelerar e as implicações geopolíticas e geoestratégicas que com elas emergem. Desde logo a centralidade do Pacífico em detrimento do Atlântico. As três maiores economias mundiais (China, Estados Unidos e Índia) ficam no Pacífico e aí encontramos também o Japão, a Indonésia, Singapura e a República da Coreia. Os grandes construtores navais, as grandes frotas, a maiores armadas todos se localizam no Pacífico. A Europa fica descentrada. Continuará verdadeira a cessão de que “quem controla os mares controla o mundo”? Que mudanças esperar no domínio dos mares?

 

Maxence Brischoux, francês é um investigador do Centro Thucydide em Paris e membro da redação da revista Commentaire.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

O mundo de amanhã

O mundo de amanhã por Carlos Gaspar

 

Carlos Gaspar é um dos mais profundos, cultos, talentosos e experientes geopolíticos portugueses mantendo um olhar atento às mudanças do mundo e acompanhando as transformações que têm acontecido nestas últimas décadas. Neste ensaio mostra-nos a evolução do posicionamento das grandes potências e procura situar a posição de Portugal no mundo.

 

Do mundo bipolar da Guerra Fria ao mundo multipolar de amanhã passando pelo momento unipolar de supremacia absoluta americana e pela fase de transição que hoje atravessamos, Carlos Gaspar guia-nos através da história contemporânea, explicando acontecimentos, comentando decisões, expondo teorias, debatendo ideias.

 

No entanto, excessivamente ancorado no determinismo geográfico, um erro comum aos que se dedicam ao estudo da geoestratégia e da geopolítica, não consegue ver o nosso país senão como parceiro da Espanha, membro da União Europeia e integrado na NATO.

 

Ora durante séculos Portugal e Espanha mantiveram alinhamentos estratégicos antagónicos e foram mesmo esses diferentes alinhamentos que nos permitiram sobreviver como nação formalmente independente e não ser engolidos pela monarquia vizinha. Atualmente este excessivo alinhamento com Madrid acaba por criar uma profunda dependência, ao nível económico e político, de nuestros hermanos.