quinta-feira, 16 de julho de 2026

Bancários


 

Bancários – Retratos com data-valor por Luís Bento

 

A economia capitalista funciona por ciclos de expansão e de retração, de euforia e de depressão, de crescimento e de crise. A evolução vertiginosa das tecnologias encurta estes ciclos, tornando-os quase sobrepostos. O novo e avançado hoje transforma-se em obsoleto e ultrapassado amanhã, deixando o investimento em risco.

 

No centro da economia capitalista encontramos o sistema financeiro e a Banca, também eles sujeitos e estas oscilações e mudanças. E se a essência das transações comerciais, pagamentos, crédito, depósitos, investimentos, se mantiveram ao longo de séculos, a forma como estes são realizados sofreu modificações de monta. Estas alterações tiveram um forte impacto nas pessoas que realizam essas transações: os clientes e os trabalhadores bancários.

 

Este livro analisa a desilusão de uma geração de bancários que realizou em Portugal com entusiasmo, esforço, espírito de sacrifício a fase épica da expansão da Banca, que modernizou e introduziu uma vasta gama de tecnologias, nomeadamente a da internet, a da informática, mas que sucumbiu na fase de crise, descartada sem consideração.

 

Luís Bento (n. 1964) foi ele próprio um bancário e sabe, por experiência própria, a realidade que conta.  

Crioulo e Português em Cabo Verde – Um Repto entre Diluição e Afirmação


 

Crioulo e Português em Cabo Verde – Um Repto entre Diluição e Afirmação por Hans-Peter Heilmair

 

A língua é um poderoso instrumento de desenvolvimento. Uma sociedade que não disponha de língua torna-se não funcional e não se consegue desenvolver. Em Cabo Verde o crioulo tem servido de língua materna à maioria dos habitantes e poderia ser a língua do desenvolvimento mas, estranhamente, a grande maioria é analfabeta na sua língua e o ensino de forma disfuncional é ministrado numa língua que as crianças não dominam –o português. O insucesso prático segue-se. Na generalidade dos casos quando um jovem cabo-verdiano vem para Portugal as dificuldades escolares são enormes, tem de seguir aulas de Português Língua Não Materna e, por regra atrasa-se nos estudos.

 

A política de ensino de Cabo Verde está a prejudicar o próprio país e a limitar as suas capacidades de desenvolvimento ao insistir na ficção de manter um sistema de ensino numa língua diferente daquela que é a língua materna nos cidadãos de Cabo Verde.

 

Mas é pior. O crioulo, porque não ensinado, porque não aprendido na sua gramática, léxico e plenitude formal, está a perder rapidamente as suas características e a misturar-se com o português descaracterizando-se. Assim Cabo Verde pode perder a sua língua e ficar com uma mistura de duas línguas, situação em que a população nem fala português nem língua cabo-verdiana. Na época da ciência e do conhecimento não ter uma língua escrita própria é uma desgraça, uma condenação à ignorância e ao atraso.

 

Este livro é um grito de alerta. Uma excelente análise da situação da língua cabo-verdiana em Cabo Verde e dos caminhos que tem percorrido e dos remédios que a podem salvar.

 

Hans-Peter Heilmair (n. 1957), linguista alemão, tem uma obra firmada no domínio da língua e da cultura de Cabo Verde.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

A Inteligência Artificial Generativa


 

A Inteligência Artificial Generativa de Arlindo Oliveira

 

A grande tecnologia do nosso tempo, a grande esperança de um enorme salto em frente na História da Humanidade que revoluciona as forças produtivas e nos coloca à beira do inicio de uma nova era.

 

Arlindo Oliveira explica-nos de forma simples e direta os mecanismos estatísticos e a arquitetura de programação por trás da inteligência artificial. Levanta também outras questões como a da consciência. Em que consiste a consciência? Que características a compõem? Será possível criar uma consciência artificial? Podem as coisas possuir consciência? Ou esta restringe-se aos organismos biológicos mais complexos? E os sentimentos? Podemos melindrar uma máquina?

 

A discussão entre entusiastas (boomers) e cautelosos (doomers) que atualmente decorre fica mais clara, com os primeiros a advogar o levantamento de restrições e a adoção da IA em todas as esferas da vida social e os segundos a pronunciar-se pela regulamentação e por uma pausa na introdução da IA.

 

O autor, Arlindo Oliveira (n. 1963), engenheiro Doutorado nos Estados Unidos, professor no Instituto Superior Técnico e gestor bancário especializou-se no campo da Inteligência Artificial.