quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Análise de Conteúdo


 

Análise de Conteúdo por Laurence Bardin

 

Um clássico sobre uma das mais importantes ferramentas de análise na investigação em Ciências Sociais, com aplicação em diversos campos do saber desde a Psicologia, à Ciência Política, da Sociologia às Ciências da Comunicação.

 

De uma forma simples, enxuta e extremamente didática e clara Bardin leva-nos passo a passo pela forma de utilização desta metodologia e pela implementação de técnicas derivadas da Análise de Conteúdo.

 

A visão histórica, os avanços desde os primórdios até ao recurso aos computadores, as diversas perspetivas teóricas, as várias fases de implementação da Análise de Conteúdo, as categorizações, os resultados quantitativos e qualitativos a obter, as inferências que deles podemos fazer. Tudo com múltiplos exemplos e casos de estudos efetuados.

 

Um livro que pela sua qualidade e utilidade resistiu ao tempo, inicialmente publicado nos ano setenta do século passado, e continua a constituir leitura obrigatória para o investigador que da Análise de Conteúdo se queira servir.

 

Laurence Bardin (1945-2025), francesa, professora universitária e investigadora na área da Psicologia. Uma das mais importantes pensadoras na divulgação de metodologias científicas nas ciências sociais e humanas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O Estado e a Revolução


 

O Estado e a Revolução por V.I. Lénine

 

Um clássico do marxismo, uma obra teórica que analisa o papel e a natureza do Estado no capitalismo e que explica como o Estado subsiste no Socialismo mas com um novo papel e depois à medida que o socialismo evolui para o comunismo se vai extinguindo.

 

Partindo dos trabalhos de Marx e de Engels, nomeadamente sobre as lições da Comuna de Paris, Lenine reafirma a posição de que o Estado é uma máquina de opressão da classe capitalista sobre a classe operária e que esta para se libertar tem de destruir essa máquina. Esta ideia central de O Estado e a Revolução parece esquecida entre muitos dos que se reclamam do leninismo e defendem o Estado burguês em que vivemos.

 

Aos que como Karl Kautsky que defendeu a tomada pacífica do Estado através de eleições e colocação do Estado ao serviço dos trabalhadores, Lénine declara-o oportunista e contrário ao marxismo.

 

Lénine (1870-1924), revolucionário russo, dirigente do Partido Operário Social-Democrata Russo e da Revolução de Outubro que culminou com a tomada do poder pelos Sovietes de Operários e Camponeses. Depois da Revolução fundou e dirigiu a III Internacional e teve papel determinante na condução construção do novo Estado socialista soviético e na resistência à contrarrevolução.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

vozes anoitecidas

vozes anoitecidas por Mia Couto

 

Um cacho de contos amadurecidos, tristes, que iluminam vidas, modos de viver, maneiras diferentes, inteligentes, certeiras de ver o mundo e de o interpretar a partir de um olhar africano desenganado mas sumamente original.

 

A Fogueira avisa-nos da inutilidade dos preparativos para depois da morte e da possibilidade de adormecer “longe dessa fogueira que nunca ninguém acendera”. O último Corvo Falador transmite-nos o frio que os espíritos sentem no outro mundo e o poder das maldições. O Dia em que explodiu Mabata-bata sobre um boi e seu pastor e o seu sonho de escolarização, revela-nos um país perigoso. Os pássaros de Deus destapa o poder da crença. De como se vazou a vida de Ascolino do Perpétuo Socorro, expõe o goês patriota rejeitado pelo colonialismo. Afinal, Carlota Gentina não chegou a voar, um engano com consequências dramáticas - “Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste. Porque dentro de mim, não sou sozinho. Sou muitos”. Como somos todos. E tantos outros textos.

 

Mia Couto (n. 1955), jornalista, biólogo, escritor moçambicano. Um dos mais destacados e mais inovadores autores em língua portuguesa. Um Prémio Nobel em potência. Se escrevesse em inglês já o teria.