sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A Mamã e Eu e a Mamã


 

A Mamã e Eu e a Mamã por Maya Angelou

 

Uma extraordinária autobiografia, centrada na inquebrantável relação entre a autora e a sua Mãe, Vivian Baxter, uma mulher inteligente, enérgica e de grande coração. Através de pequenos quadros, Maya Angelou conta-nos episódios da sua vida sempre com a sua progenitora como protagonista. O texto é complementado com fotografias das duas ao longo dos anos.

 

Um livro poderoso, comovente, que retrata o espírito indómito das duas mulheres enfrentando valentemente a Vida e todos os obstáculos que esta lhes colocou – o racismo, o machismo, a violência doméstica, as dificuldades de aceder ao emprego e tantas outras.

 

O amor, o apoio, a entreajuda estão plasmados de forma tão simples que atinge diretamente e de forma fulminante os nossos corações. Um Prémio Nobel que ficou por atribuir.

 

Maya Angelou (1928-2014), escritora afro-americana. Ao longo da vida assumiu diversos papéis desde condutora de autocarros, a primeira Negra a fazê-lo nos Estados Unidos, a atriz, dançarina, jornalista, compositora, professora universitária. Viveu em várias cidades americanas, na Europa e no Egito. Ativista pelos direitos cívicos, teve um papel na organização de manifestações e na criação de algumas associações. Uma força da natureza.

 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Histórias de Livros Perdidos


 

Histórias de Livros Perdidos por Giorgio van Straten

 

A saga dos manuscritos de grandes génios da Literatura ocidental que por acidente ou vontade própria ou alheia nunca foram impressos e se perderam para sempre.

 

A mala roubada contendo os primeiros contos de Ernest Hemingway, as labaredas devoradoras de obras inéditas de Byron e de Gogol, o suicídio de Walter Benjamin ou de Sylvia Plath, o assassinato de Bruno Schulz, a cabana de queimada Malcom Lowry, a vontade da viúva de Romano Bilenchi, selaram o destino de trabalhos que enriqueceriam o acervo literário da humanidade.

 

Escrita em tom didático mas suave, esta obra Straten, em que demonstra, mas não exibe, uma erudição enciclopédica, faz uma viagem biográfica pelas circunstâncias e pelos temas que atormentavam estes escritores e que, direta ou indiretamente, levaram à tragédia.

 

Um livro que se lê com agrado, surpresa e velocidade, com o qual se aprende muito e que suscita a reflexão sobre o processo criativo.

 

Giorgio van Straten (n. 1955), italiano, de origem judia-holandesa, construiu uma carreira como gestor cultural, tradutor e escritor. Venceu numerosos prémios de Literatura. Histórias de Livros perdidos tem tradução em múltiplas línguas ocidentais.