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sábado, 21 de novembro de 2020

Mao Tsé-Tung

Mao Tsé-Tung

 

Desde que o Presidente Trump declarou guerra comercial à China têm-se sucedido os insultos inusitados e este país, até há pouco elogiado pelo seu dinamismo comercial e hoje vilipendiado por tudo e mais alguma coisa.

 

Na verdade em poucos anos a China passou de um país extremamente pobre, de natureza feudal, para se assumir como a maior economia do mundo, um país que deixou para trás a pobreza e a miséria. Este novo posicionamento chinês, país colonizado pelas potências ocidentais até ao fim da primeira metade do século XX, tem deixado um amargo de boca nas potências coloniais hoje em decadência.

 

Este livro de Banda Desenhada insere-se na campanha ideológica anti chinesa denegrindo o Presidente Mao e apresentando-o como um individuo sem escrúpulos. O caso raia o ridículo já que tudo o que de mal acontece na China surge como culpa sua. Os Japoneses invadem a China a culpa é de Mao. O exército de Chang Kai-shek ataca as populações a culpa é de Mao. As tropas governamentais matam o irmão de Mao a culpa é dele. Assim se descredibilizam os autores deste infeliz texto. Pena que uma editora como a Gradiva se preste a publicar este tipo de falsidades históricas.


 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Da Prática e da Contradição

Da Prática e da Contradição de Mao Tsé-Tung

Um conjunto de textos de Mao Tsé-Tung (Mao Zedong na grafia actual) um dos mais destacados e profundos filósofos da corrente do materialismo-dialéctico do século XX.

Aqui reunidos obras clássicas como “Da Contradição” que aborda o aspecto principal da dialéctica e “Da Prática” mas outros igualmente importantes como “De onde vêm as ideias corretas”, “Conversas sobre questões de filosofia”. Também podemos ler textos mais abertamente políticos, como “Combater o liberalismo”, “O povo chinês não se deixa intimidar pela bomba atómica”,  ou económicos relativos à edificação do socialismo na China como “Sobre Problemas Económicos do Socialismo na URSS de Estaline” e outros.

Ressalta a profundidade e coerência do pensamento, a clareza da exposição de ideias e a capacidade de analisar cada tema de um ponto de vista materialista dialéctico pouco comum mesmo em autores que se reclamam do marxismo.

Um extracto “De onde vêm as ideias corretas? Cairão do céu? Não. São inatas? Não. Vêm da prática social e só dela; vêm de três tipos de prática social, a luta pela produção, a luta de classes e a experimentação científica. É o ser social do homem que determina o seu pensamento”.

Em “Da contradição” explica que “Ao longo de toda a história do conhecimento humano tem havido duas concepções sobre a lei do desenvolvimento do universo, a concepção metafísica e concepção dialéctica” a primeira “atribuem as causas do desenvolvimento a factores externos á sociedade, como a geografia e o clima. De forma simplista, procuram fora das coisas as causas do seu desenvolvimento e negam a teoria dialéctica materialista, segundo a qual o desenvolvimento das coisas nasce das respetivas contradições internas”.

A abrir tem um longo ensaio de Slavo Zizek que poderia ter sido evitado, uma vez que os escritos de Mao falam por si.

Um livro imprescindível para quem queira entender o materialismo-dialéctico e o movimento político do maoismo na China e fora dela.