Eros – Amargo e Doce por Anne Carson
As intrincadas e finas relações entre o desejo, o tempo (a dicotomia do “agora” e do “então”), a escrita, a leitura, o alfabeto, as formas geométricas, de que sobressai o triângulo, pensadas com subtileza com base nos textos da filologia clássica, nomeadamente de Safo, Aristóteles, Arquíloco e outros, partindo da noção de glukupikron, palavra grega que significa agridoce ou amargo e doce.
Um ensaio muito erudito mas escrito de forma simples, inteligente e próxima que qualquer leitor pode entender.
A autora ensina-nos a olhar o detalhe, a encontrar na forma, no ritmo das palavras, na escolha dos vocábulos, o conteúdo aí subtilmente escondido e invisível ao leitor desatento. Ajuda-nos a perceber no bordado ou na pintura, a importância do ponto, do traço, da cor quer na sua contribuição para a obra completa quer no seu significado próprio.
Anne Carson (. 1950) poeta, ensaísta e professora universitária de estudos clássicos canadiana e islandesa. Desde 1984, quando venceu o prémio Quarterly Review of Literature, pela obra Canicula di Anna, tem recebido inúmeros galardões pelos seus trabalhos literários. Prémio Nobel da Literatura em 2026. Um Nobel bem entregue.


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