sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Secret Societies

Secret Societies de Nick Harding

Uma lista extensa de 39 sociedades secretas que mantém atividade no mundo de hoje, desde as mais conhecidas como a Maçonaria e a Opus Dei, as mais criminosas como a Máfia e as Tríades chinesas, às místicas como os sufis, às abertamente políticas como a tristemente celebre P2 ou o sofisticado e elitista Grupo de Bildeberg, apresentada com sobriedade procurando evitar teorias da conspiração.

Cada uma das 39 sociedades secretas é apresentada de forma sucinta, indicando fundadores, as doutrinas que defendem e objetivos que perseguem.

Quem diria que por trás de um nome tão assustador como The Skull and Bones (a caveiras e os ossos) que nos remete para a bandeira negra dos piratas, se encontra uma das sociedades mais restritas, apenas 15 novos membros a cada ano, que reúne membros das mais antigas e ricas famílias americanas como os Cabot, Coolidge, Russell, Davison, Rockefeller, que inclui entre os seus associados vários Presidentes dos Estados Unidos. Um dos seus ideólogos acreditava que “uma guerra em cada geração era um acontecimento saudável e espiritual que unia a nação e continha um elemento purificador nas elites políticas”. Esta ideia permanece no centro das preocupações da The Skull and Bones.

Curioso também é o Culto de Mithra, uma antiga religião persa de onde berivam vários dos ritos cristãos, incluindo o batismo, a cruz como símbolo, a partilha do pão e outros.

Particularmente virulenta é a The John Birch Society dedicada a combater o comunismo e a perseguir os seguidores desta ideologia. Fundada nos Estados Unidos no final da II Grande Guerra esta sociedade secreta tem o nome do primeiro soldado americano morto na China, quando as tropas americanas ajudavam os nacionalistas na guerra que os opunha ao Exercito Popular do Partido Comunista Chinês liderado por Mao Tsé-tung.

Igualmente sinistro é o Ku-Klux-Klan (KKK) uma organização secreta racista que procura aterrorizar os afro-americanos nos Estados Unidos e responsável por centenas de assassinatos. Apesar de ilegal mantém-se em atividade em vários Estados.

Já o Culto de Abramelim, surge descrito como totalmente inofensivo, procurando os seus membros vias iniciáticas de contacto com o seu Anjo da Guarda.

Estranhos eram o Castrados, uma seita cristã russa em que a condição de entrada consistia na castração no que apelidavam de “Batismo de Fogo”. Criada pelo místico Selivanov continuou após a sua morte em1832.

Um pequeno livro com informação relevante para quem queira ter uma visão do que são as sociedades secretas hoje e a que é que se dedicam.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A Saga dos Maçons

A Saga dos Maçons por Marie-France Etchegoin e Frédéric Lenoir

A origem, a organização, os diferentes ritos, o objeto do segredo, as querelas internas, os personagens a influência na História explicados de forma acessível do leigo que queira compreender a Maçonaria tão frequentemente incompreendida e perseguida mas que desde o inicio do século XVIII tem persistido como presença constante no mundo anglo-saxónico e ocidental.

Num estilo direto e objetivo, livre de esoterismos e mistérios este livro explica-nos de forma clara o percurso da Maçonaria desde as corporações medievais de pedreiros, a maçonaria operativa, à sua transformação em maçonaria especulativa e daí até aos nossos dias.

Interessante a estrita ligação original entre a Maçonaria e a Royal Society, a academia das ciências inglesa. Curioso o facto de a obediência com o maior número de membros ser, de longe, a Maçonaria regular americana, fazendo com que a Maçonaria regular hoje ser essencialmente um fenómeno americano.

Fruto da cooperação entre uma jornalista, Marie-France Etchegoin, e um sociólogo, Frédéric Lenoir, esta obra tem o rigor das ciências sociais aliado à uma linguagem escorreita do jornalismo.

Imprescindível para compreender a Maçonaria.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Introdução à Maçonaria



Introdução à Maçonaria por António Arnaut

Do muito que se escreve sobre a Maçonaria grande parte é abertamente falso, calunioso, ou delirante. Assim não é fácil destrinçar o verdadeiro do falso, a lenda da realidade, o ataque da defesa. Por isso este livro escrito por um recente Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, a maior e mais antiga obediência maçónica em Portugal, tem a enorme virtude de ser uma visão informada e esclarecida.

Adotando um estilo simples, claro e direto, António Arnault explica-nos os princípios e valores que norteiam a Maçonaria, assentes da sua divisa universal: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, a sua essência como “ordem universal, filosófica e progressiva, fundada na Tradição iniciática, obedecendo aos princípios da Fraternidade e Tolerância e constituindo uma aliança de homens livres e de bons costumes, de todas as raças, nacionalidades e crenças”, a sua história no mundo e em Portugal, país em que foi perseguida pela Inquisição, ilegalizada pelo fascismo, tendo inclusivamente um seu Grão-mestre, o patriota General Gomes Freire de Andrade, sido injustamente executado.  

Os diferentes ritos, os respectivos graus e os símbolos são também abordados ainda que de forma muito resumida. Quem saberá que a pentalfa, figura formada por cinco triângulos, é o símbolo da Paz, da amizade, bom acolhimento, sabedoria e perfeição?

Interessante o capitulo sobre a polémica questão do segredo maçónico bem como o tema da relação da Maçonaria com organizações secretas, nomeadamente a Carbonária e o Opus Dei.

Na parte final do livro António Arnaut apresenta um conjunto de documentos deveras curiosos, entre eles um artigo de Fernando Pessoa publicado no Diário de Lisboa em 1935 contra o projecto de Lei que visava ilegalizar a Maçonaria. Nele o poeta dizia que se a ditadura queria ilegalizar as associações que se reúnem em segredo e cujos membros não podem revelar o conteúdo dos seus encontros, começasse por ilegalizar … o Conselho de Ministros.

Indispensável para quem pretenda uma informação sintética, objetiva e informada sobre a Maçonaria.