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domingo, 14 de março de 2010

Ética, Estado e Economia

Ética, Estado e Economia de Luís de Sousa (organizador)

Em países em que a confiança entre as pessoas é reduzida, em que a participação cívica é diminuta, a pertença a associações, sindicatos, clubes é pequena o capital social à disposição dos actores sociais é baixo. Portugal é um dos países europeus em que o capital social é menor e o que mais existe é do tipo negativo.

O sociólogo norte-americano Robert Putman escreveu referindo-se à Itália, mas com algumas adaptações, o mesmo se poderia dizer de Portugal: “Sem normas de reciprocidade nem redes de participação cívica, é mais provável o resultado ... familismo amoral, clientelismo, desprezo pela lei, governo inefectivo e estagnação económica”.

Este livro analisa em profundidade a relação entre o capital social, a corrupção e o desenvolvimento económico, dum ponto de vista científico. Indispensável para quem queira perceber o atoleiro que impede a sociedade portuguesa de se aproximar dos padrões médios europeus.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Conquista da Felicidade



Devo confessar uma admiração pela vida e obra de Bertrand Russell, um Homem da renascença em pleno século XX. Russell distinguiu-se como filosofo, matemático, historiador. Mas acima de tudo como grande humanista, moralista e pensador progressista.

Livros como Porque não sou Cristão (Why I Am Not a Christian, 1927) e O que eu acredito (What I Believe, publicado em 1925) foram decisivos na minha formação como ser humano.

Neste livro – A Conquista da Felicidade - Russell começa por, de forma lógica, límpida e sustentada apresentar as causas da infelicidade e as maneiras de as combater para, de seguida, numa segunda parte, enumerar e caracterizar os ingredientes que o Homem pode juntar para tornar a sua existência feliz e para contribuir para a felicidade dos que o rodeiam.

A infelicidade nasce do espírito de competição, do aborrecimento, da fadiga (aqui incluída o que chama de fadiga emocional e que comummente designamos por stress), do sentimento de culpa, da mania da perseguição, do medo da opinião pública (a opinião dos outros). A estas adiciona outras duas: a inveja e a infelicidade byroniana.

A infelicidade byroniana é de carácter intelectual e consiste na crença de que nada vale a pena (Os rios correm para o mar e o mar não enche / Não há nada de novo debaixo do Sol). A esta ideia contrapõe o amor que na sua definição ´”é intrépido e vigilante, permite ao mesmo tempo o conhecimento do bem e não implica o esquecimento do mal, nem pretende ser sagrado ou santificado”. E acrescenta “...o amor é uma fonte de prazer, mas também a sua ausência é uma fonte de sofrimento. Em segundo lugar, o amor deve ser apreciado porque dá realce aos melhores prazeres da vida, tais como ouvir música, assistir ao nascer do sol nas montanhas, o ver a luz do luar espelhada nas águas”.

Sobre a inveja, não obstante considerá-la como uma causa de infelicidade, escreve: “A inveja é a base da democracia.”. Será?

A inveja surge devido às desigualdades entre as pessoas. Mas como combater a inveja? Russell escreve: “Logo que se examinam as desigualdades, descobre-se a sua injustiça, a não ser aquelas que assentam nalguma superioridade de mérito. E desde que as consideremos injustas não há outro remédio para a inveja que delas resulta senão a eliminação da injustiça.”

O gosto de viver, a afeição pelas pessoas e pelas coisas, a família, o trabalho, os interesses impessoais (a que chamaríamos hobbies), o equilíbrio entre esforço e resignação são os ingredientes que fazem o homem feliz.

Um excelente livro.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Duas vidas valem mais que uma?



Paradoxos e interrogações que levantam importantes questões éticas, morais, filosóficas e lógicas. Não fornece respostas mas pistas para reflexão. Não oferece o peixe, antes nos leva a pescar.

Adicionalmente para cada capítulo o autor propõe uma lista de leituras complementares, que podem ajudar o leitor que queira aprofundar os temas em discussão.

A tradução de Maria A. Campos deixa muito a desejar. Um exemplo da má qualidade: no livro Riga é referida repetidamente como sendo a capital da Látvia!! Será possível que Maria A. Campos não conheça a palavra Letónia?